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Alicerce

Simulador de garantia pública para crédito a 100%

Verifica se cumpres os critérios do Estado como fiador e vê o que financiar sem entrada custa a mais em prestação e em juros totais.

Na data da escritura.

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Valor de referência a 24/07/2026.

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anos
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A entrada que conseguirias juntar se não usasses a garantia.

Cumpres os critérios?

  • Idade entre 18 e 35 anosTens 29 anos (na data da escritura).
  • Residência fiscal em PortugalResidente fiscal.
  • Rendimento anual até 86 634 € (teto do 8.º escalão)Declaraste 45 000 €.
  • Imóvel até 450 000 €Preço indicado: 280 000 €.
  • Primeira habitação própria e permanenteÉ a tua primeira HPP.
  • Não ser proprietário de imóvel habitacionalSem imóveis em nome próprio.
  • Sem dívidas à AT ou à Segurança SocialSituação contributiva regularizada.

Cumpres os critérios da garantia pública (contratos até 31-12-2026).

Prestação com financiamento a 100%

1145,86 €

taxa de esforço 48 %

100% vs. entrada clássica

Entrada (com garantia)0,00 €
Entrada no cenário clássico (10%)28 000,00 €
Prestação a 100%1145,86 €
Prestação com entrada1031,27 €
Juros totais a 100%228 760,88 €
Juros totais com entrada205 884,79 €

A garantia cobre até 15% do preço (máx. 42 000 €) durante 10 anos. O banco continua a decidir a aprovação — a garantia não é um direito automático.

Como funciona a garantia

A garantia pública, criada pelo Decreto-Lei n.º 44/2024, resolve o obstáculo mais comum para quem compra a primeira casa: a entrada. O Estado passa a ser fiador de até 15% do preço do imóvel, o suficiente para o banco financiar os outros 85% — ou a totalidade da transação — sem exigires capital próprio parado à espera. Não é dinheiro que recebes: é uma garantia que o banco aceita em vez de dinheiro teu.

As condições são específicas: ter entre 18 e 35 anos, ser residente fiscal em Portugal, comprar a primeira habitação própria e permanente, não teres outro imóvel habitacional em teu nome e estar em dia com as Finanças e a Segurança Social. O imóvel não pode custar mais de 450 000 € e o rendimento anual do agregado tem de ficar até 86 634 € — o teto do 8.º escalão de IRS em 2026. O financiamento bancário tem de cobrir pelo menos 85% do valor da transação, e todos os compradores têm de figurar como mutuários no crédito — não chega um deles preencher os critérios. A medida aplica-se a contratos celebrados até 31 de dezembro de 2026.

O que a garantia não muda é a aritmética do crédito: financiar 100% em vez de, por exemplo, 90% significa pedir mais dinheiro emprestado, pelo mesmo prazo e à mesma taxa — logo, uma prestação mensal mais alta e mais juros pagos ao longo do empréstimo. Num imóvel de 280 000 € com a Euribor 6M a 2,723% + spread de 0,9%, a 37 anos: a 100% pagas 1 145,86 € por mês; com 10% de entrada pagas 1 031,27 € — e ao longo do prazo os juros totais sobem cerca de 22 900 € no cenário a 100%. A garantia resolve o problema da entrada, não o do custo do crédito — e o banco continua a decidir se te aprova e a que taxa.

Antes de decidires entre financiar a 100% ou juntar uma entrada parcial, vale a pena perceber como a Euribor e o spread pesam na tua prestação mês a mês — usa o simulador de prestação do crédito habitação para testar prazos e taxas diferentes.

Perguntas frequentes

Quanto "dá" a garantia pública?
A garantia cobre até 15% do preço de compra, para que não precises de entrada. Numa casa de 450 000 € (o teto do valor elegível), isso são no máximo 67 500 € avalizados pelo Estado — o resto do financiamento (85% ou mais) continua a ser um crédito normal, negociado com o banco.
Até quando posso usar a garantia?
A medida cobre contratos de crédito habitação formalizados até 31 de dezembro de 2026. Uma eventual prorrogação além dessa data ainda não está confirmada — se estiveres a meio do processo perto do prazo, confirma com o banco antes de assinares o CPCV.
Todos os bancos aderiram à garantia pública?
Não automaticamente — cada banco adere por protocolo com o Estado, e a lista de instituições aderentes tem vindo a crescer desde 2024. Confirma sempre com o teu banco (ou com vários, em simultâneo) se aplicam a garantia ao teu processo antes de escolheres onde pedir o crédito.
E se eu ganhar mais do que o teto de rendimento?
O limite é o rendimento anual do agregado até ao teto do 8.º escalão de IRS — 86 634 € em 2026. Acima disso ficas fora da garantia pública, mas continuas a poder pedir um crédito habitação normal, com entrada.
A garantia é gratuita?
Não tem custo direto para ti: não pagas prémio nem comissão ao Estado para a usar. O que acontece é que o Estado fica fiador de até 15% do valor durante 10 anos — se deixares de pagar o crédito, é essa fatia que o Tesouro cobre junto do banco, não um benefício que sai do teu bolso.

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