Saltar para o conteúdo
Alicerce

Simulador de custos totais de compra

A entrada é só a primeira parcela. Vê a conta completa do dia da escritura — impostos, registos e comissões incluídos — para saberes exatamente quanto precisas de ter no banco.

Usa o maior entre o preço da escritura e o VPT do imóvel.

Localização
Finalidade
Regime jovem (≤ 35 anos)

Primeira habitação própria e permanente, sem imóveis nos últimos 3 anos, não dependente em IRS.

Desliga se vais comprar a pronto, sem financiamento bancário.

%

= 225 000 € pedidos ao banco

anos
Registos e escritura

Precisas de ter no banco

36 672,04 €

De onde vem este número

Entrada90 % financiado25 000,00 €
IMT7042,04 €
Imposto do Selo da compra (0,8%)2000,00 €
Imposto do Selo do crédito (0,6%)Sempre devido — não coberto pela isenção jovem1350,00 €
Registos e escritura (Casa Pronta)700,00 €
Avaliação bancáriaValor típico — varia por banco280,00 €
Comissão de dossier/estudoValor típico — varia por banco300,00 €
Total — precisas de ter no banco36 672,04 €

Como se soma esta conta

A entrada não é o cheque todo do dia da escritura. Numa casa de 250 000 €, para habitação própria e permanente, no continente e sem regime jovem, com um crédito de 90% — 225 000 € a 30 anos — pela via Casa Pronta, a conta soma-se assim: entrada de 25 000 €, IMT de 7 042,04 €, Imposto do Selo da compra de 2 000 €, Imposto do Selo do crédito de 1 350 €, registos de 700 €, avaliação bancária de 280 € e comissão de dossier de 300 €. Total: 36 672,04 € — o valor que precisas de ter disponível antes de assinares.

Com o regime jovem, a conta muda de figura. Até 330 539 € (continente), quem tem 35 anos ou menos e compra a primeira casa fica isento de IMT, de Imposto do Selo da compra e dos emolumentos de registo — paga só o Imposto do Selo do crédito, que nunca tem isenção, e os custos bancários. Numa casa de 300 000 € financiada a 100%, isso reduz a conta a 2 380 €: praticamente só banco, sem entrada e sem impostos de compra.

Este total ainda não é o custo real de viver na casa. Faltam a mudança, pequenas obras ou mobiliário, os seguros de vida e multirriscos exigidos pelo banco, o condomínio e o IMI anual sobre o valor patrimonial do imóvel — o guia dos custos escondidos da compra de casa mapeia cada um. E se quiseres isolar só a parte dos impostos — IMT e Imposto do Selo, sem entrada nem comissões — usa o simulador de IMT e Imposto do Selo .

Perguntas frequentes

Se já tenho a entrada, porque preciso de mais dinheiro no dia da escritura?
Porque a entrada é só uma peça da conta. Além dela pagas o IMT, o Imposto do Selo da compra (0,8%) e do crédito (0,6% em créditos a 5 anos ou mais), os registos e escritura e, havendo financiamento, a avaliação bancária e a comissão de dossier. No exemplo de referência — casa de 250 000 €, crédito a 90% — a entrada é 25 000 €, mas o total a ter no banco sobe para 36 672,04 €.
Casa Pronta ou notário — qual escolher?
A Casa Pronta tem preço fixo: 375 € numa compra sem crédito, 700 € com hipoteca registada, mais 50 € por cada prédio adicional (por exemplo, uma garagem com registo próprio). A via notário tradicional é mais imprevisível — honorários e registos avulsos ficam tipicamente entre 800 € e 1 500 €. Sem razões específicas para escolher o cartório, a Casa Pronta costuma ser mais barata e mais previsível.
Que custos desaparecem com o regime jovem?
Até 330 539 € (continente), o regime jovem isenta o IMT, o Imposto do Selo da compra e os emolumentos de registo pela via Casa Pronta. O que não desaparece é o Imposto do Selo do crédito — 0,6% em créditos a 5 anos ou mais — que se paga sempre, com ou sem regime jovem.
A avaliação bancária é obrigatória?
Sim, sempre que há crédito habitação — o banco só empresta depois de avaliar o imóvel, com uma entidade à escolha dele. O custo típico ronda os 190 € a 400 €. Sem financiamento, este custo não existe.
Posso financiar também os custos, e não só o preço da casa?
Normalmente não. Os bancos financiam o preço de compra até um LTV máximo de 90% — os impostos, registos e comissões ficam por tua conta, em dinheiro próprio. A exceção é a garantia pública a 100%, pensada para quem não tem entrada, mas que continua a não cobrir os custos da escritura.

Para continuar